segunda-feira, 6 de outubro de 2008

QUE AFLITOS, QUE NADA!

Apesar de ter jogado no estádio dos caras, que leva o nome de Aflitos, confesso que em nenhum momento fiquei aflito, achando que o Flamengo pudesse perder aquela partida para o Náutico.

Tudo bem que o adversário era bem complicado, afinal, jogava em casa, lutando para não cair, e já tinha tirado pontos tanto do São Paulo quanto do Palmeiras. Mas desde os primeiros minutos pude notar no nosso time uma segurança e uma vontade que me fizeram crer que sairíamos de Pernambuco com os 3 pontos na bagagem. E foi exatamente o que aconteceu.

Parte dessa minha segurança tem uma explicação: a volta de Torozinho à equipe. Ô muleque determinado e aguerrido esse, hein! Conforme eu havia dito naquele post que eu critiquei as escalações de Caio Jr, usar Toró e Jailton como volantes e liberar mais os volantes/armadores é a melhor alternativa de jogo para o Flamengo. E foi mais ou menos assim que atuamos na noite de sábado.

O Flamengo começou a partida caindo pra dentro do alvirrubro, para que os caras não se impusessem, determinando o ritmo deles. Ao fazer isso, conseguimos mantê-los por um bom tempo no campo de defesa, segurando os avanços dos nossos alas, que jogaram uma grande partida. A única falha que eu notei na partida, talvez uma orientação do 'oclinhos', era que o meio-campo estava muito preso lá atrás ajudando na marcação e os avanços se resumiam somente às laterais e a puxadas de contra-ataque de Marcelinho Paraíba. Íbson e Kleberson tiveram uma boa atuação, mas poderiam ter jogado e participado mais se estivessem um pouco mais focados em atacar do que defender.

Íbson ainda conseguiu alguns avanços, em roubadas de bola pelo meio e chegadas de trás em cruzamentos de Juan e Paraíba pela esquerda. Já Kleberson jogou um futebol morno e sem brilho, coisa que tem sido constante nos jogos em que o pentacampeão entra como titular. Mas também não posso afirmar que o Éverton ou outro jogador conseguiriam ter uma atuação melhor do que a dele por ali.

Na zaga, demos algumas bobeiras, especialmente pelo lado do Fábio Luciano, que é excelente zagueiro, sabe orientar, é bom nas bolas aéreas, mas já não está mais tão ágil e veloz para cumprir com 100% de eficiência as coberturas aos avanços pelas pontas. Mas tá tranquilo, porque, quando ele bobeou e a bola foi cruzada, Bruno estava lá pra catar.

Aliás, o goleiro voltou a atuar bem. Não foi suuuuper exigido. Mas teve uma atuação seguro, se antecipando a alguns lances em que ficaria mano-a-mano com os atacantes adversários.

Outro que também merece elogios é Vandinho. Cara, eu tô dizendo: esse muleque é bom! Ele quer jogo! Ele tem a manha, tem a maldade. Sabe onde fica o gol. E aquelas perninhas arqueadas, o jeito de correr, a agilidade dentro da pequena área, não enganam: o maluco sente o cheiro do gol. Foi assim que ele arranjou o pênalti que resultou no primeiro gol mengolino: a bola chegou até o Marcelinho Paraíba numa roubada na saída do Náutico. Paraíba viu o avanço do camisa 41 e tocou macio por debaixo das pernas do defensor. O Vandinho recebeu, deu uma raspada na bola pra tirar do goleiro Eduardo e tomou um rapa. Marcelinho cobrou com tranquilidade e categoria, ensacando pra gente: 1X0.

Depois do gol a gente ainda perdeu outros 40. Vandinho, então, teve muitas oportunidades, exatamente por seu bom posicionamento. Mas exagerou em querer dar sempre um toque a mais na hora da conclusão ou por tentar resolver sozinho. Mas ainda assim, mostrou que o Mengão poderia ter acabado o primeiro tempo com uns 3X0, no mínimo.

O placar magrelo, mas com boa atuação, fez com que o Caio Jr mantivesse o time pra segunda etapa. E o buraco que estava entre o meio-campo e o ataque parecia ter sido comentado dentro do vestiário, porque os jogadores começaram bem mais compactos e avançados. Só o Jaílton permaneceu lá atrás, segurando os avanços nordestinos. Já Toró se posicionou um pouco mais a frente da área, onde continuou roubando várias bolas e proporcionando muitos contra-ataques tanto pela direita, com Leo Moura, quanto pela canhota, com Juan.

Logo, logo o bom posicionamento deu lugar aos erros. O time voltou a recuar, esperar demais o Náutico, e as bolas pararam de chegar aos atacantes da maneira que estava acontecendo. Ai o time dos caras começou a sentir que tinha campo e a arriscar um pouco mais. Mas a pontaria deles é tão bizarra quanto a posição do Vasco na tabela do Brasileirão e a nossa vitória continuava garantida.

Notando isso, Caio Jr começou a se programar para mexer. Obina entrou no lugar de Marcelinho Paraíba e cumpriu sua missão: prender um pouco mais a bola no ataque. O atacante-tanajura atuou bem aberto na ponta-esquerda, puxando a marcação para deixar o Vandinho livre pelo meio. Mas o meio-campo voltou a ficar muito preso lá atrás e os avanços não eram tão perigosos.

A pressão do Náutico continuava, mas acabava na péssima pontaria de seus chutadores ou nas mãos de Bruno. Então, nosso treinador alterou novamente a equipe, botando Airton no lugar do cansado Toró, e Fierro, no lugar do Kléberson. Conseguimos até dar alguns arremates ao gol, mas todos eles sem muito perigo.

O lance mais claro pro Fla veio de uma bola alta cruzada por Fierro da ponta-esquerda. Ela vinha caindo perfeita para Obina. Mas o baiano tentou dar uma bicicleta-invertida na bola e acabou furando feio e caindo de busanfa no chão, desperdiçando a oportunidade.

Quando o jogo parecia que terminaria empatado, Leo Moura recebeu no meio, adiantou a bola igual a gente fazia no futebol de botão, mandou o goleiro preparar e enfiou uma cacetada nela de fora da área, conforme nosso comandante tinha pedido. A pelota foi rodando bonita, mostrando todos os seus gomos, até fazer aquele barulho "chouffff" e entrar na gaveta do camisa 1 do Naútico: 2X0 e placa pro Moicano.

Na próxima partida, que será contra o Patético Mineiro, no Maraca, a gente vai ter que jogar sem o nosso capitão, que tomou o terceiro amarelo, e sem o Juan, que vai estar na seleção brasileira. Mas o lance é que a gente não pode aceitar qualquer outro resultado que não seja a vitória. Não vou arriscar um placar agora, pois ainda não fiz a minha Estatística URUBUZADA. Mas eu tô achando que vem uma goleada por aí. E eu vou estar lá no Maraca pra assistir.

Quem se habilita? Vamos marcar?

Vamo que vamo, Mengão!

Gil

POST ALTERADO PELO AUTOR EM 06/10/2008 ÀS 12h.

8 comentários:

Neruso Sam disse...

Olhaí Gil
Faltou vc dizer que os Prognósticos dos URUBULINOS foram unânimes em acertar o placar do jogo.
TO confiante,
Vamos pro HEXA.
SRN
Nelsinho Morro

Caio de Almeida disse...

Sensacional, Gil! Simplesmente sensacional! O Flamengo não foi genial em campo anteontem, mas jogou com a coragem de time que quer ser campeão. Aliás, hexacampeão! Eu já vou fazer meu prognóstico. Vai ser 2X1 contra o Atlético de Minas.

Vamos Flamengo!

Alexandre Gatuso disse...

GIL EU ESTOU ACREDITANDO MUITO QUE O NOSSO TIME VAI GANHA ESTE HEXA!!!!!!!!!!!!!! AGORA SÃO MAIS 9 PONTOS EM CASA!!!!!!!!!! VAI PRA CIMA DELES MENGOOOOOOOOOOOOO!!!!!

helder rodrigues bino disse...

Esta vitória foi FUNDAMENTAL...agora é ter INTELIGÊNCIA e PÉS-NO-CHÃO.....temos time prá GANHAR e somos "A MAIOR FORMA DE AMOR DO PLANETA"...abraço à todos....Helder...Goiânia

Negão disse...

Ingresso comprado na 4ª feira! Vamu invadí!!!!!!!!!

Negão disse...

Ingresso comprado na 4ª feira! Vamu invadí!!!!!!!!!

Raquel Santana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Raquel Santana disse...

Uhuuuuuuuu, que jogo foi esse!!!
Fui numa chopperia aqui em Brasília e cheguei quando estava passando ainda o jogo do Bostafogo, que por sinal não serve nem pra ajudar quem está lá em cima, ai ai...
Vcs acreditam que diante da galera flamenguista toda ensaiadinha, chegaram 2 vascaínos e os bostafoguenses ficaram só para torcer contra???
É um bando de boca-de-conflito mesmo, aff...

Desses todos aí, o único que ainda tenho certa consideração é o Frufru, pois me traz uma ótima lembrança...
Depois daquele gol de barriga do Renato Gaúcho (que jamais vou esquecer!), quando os frufrus fizeram 3x2 num domingo (25 de junho de 1995) e foram campeões, tornei-me uma flamenguista nata. Vi a decepção nos olhos do meu pai, logo no ano do centenário... logo ele que estava tão feliz e confiante, acreditando totalmente na vitória...
Detestei ver meu pai tão forte naquela situação de decepção completa. Depois daquele dia, fiz questão de assistir cada jogo, ver com ele cada lance, passei a sacar mesmo de futebol, sempre com meu paizinho do lado.
Apaixonei-me pelo Mengão, pela linda torcida, pelos gritos, enfim... Virei mais rubro-negra ainda. Meu sangue era rubro-negro, mas faltava o coração. Naquele domingo, não faltou mais nada!!!
Hoje, sou Flamengo até morrer e depois que morrer tbm, afinal Deus é brasileiro e flamenguista!!!
Como diz o Gil " vamo que vamo, Mengão"! E que este ano eu possa comemorar o HEXA junto com o meu paizinho...
Bjussssssss

PS: Valeu Léo Moura pelo gol avassalador!!!!
Fuiii