quinta-feira, 12 de março de 2009

VELOZES E FURIOSOS



Usei o título do famoso filme de carros para falar da partida de ontem, contra o Duque de Caxias, lá em Volta Redonda, exatamente por conta da correria e dos incidentes que rolaram.

O jogo foi dividido em duas etapas, bem distintas entre si. No começo, o Flamengo entrou com muita velocidade, muita vontade e, conseqüentemente, força ofensiva. Os ataques em velocidade pela direita aconteciam o tempo todo, apoiados SEMPRE pelo Léo Moura, acompanhado hora pelo Zé Roberto, hora pelo Éverton Silva e hora pelo Íbson. Na ponta canhota, Juan, que tinha sido vaiado no último jogo, cumpriu a promessa e também jogou uma boa partida, apoiando o ataque e arriscando em outros lances. Foi dele o primeiro lance do Fla no jogo, uma pancada de fora da área que acabou indo longe do gol do time da Baixada. E também foi dele o primeiro gol.

Aos 20, numa linda tabela entre Íbson e Josiel, o camisa 7 foi parado com falta pelo último zagueiro caxiense. Na cobrança, a galera pediu pra Bruno bater. Mas o goleiro só fingiu e quem correu pra bola foi o camisa 6, que bateu bonito, no cantinho, abrindo o marcador: 1X0.

O Caxias tentava reagir aproveitando os avanços dos nossos alas. E foi numa dessas tentativas que a gente roubou a bola, ela sobrou para Léo Moura, que deu um lançamento espetacular para Zé Roberto na ponta direita. O camisa 10 avançou em velocidade, enquanto Josiel ficou ziguezagueando atrás de seu marcador, para iludí-lo. Inteligente, Zé levou a bola até a linha de fundo e cruzou rasteiro, na medida para o camisa 9 botar pra dentro: 2X0, aos 39 minutos.

Assustado, o Caxias se fechou para evitar que a vantagem fosse ampliada ainda no primeiro tempo. O rubro-negro tentou, tentou, tentou, mas os primeiros 45 minutos terminaram como estavam.

No segundo tempo, o time voltou ligadão ainda. Aos 3 minutos, o namorado da Perlla, que tava endiabrado, fez uma bela triangulação bonita com Zé Roberto, que devolveu a feição, pro ex-lateral observar a saída do goleiro e catucar, de leve, colocando mais um na conta do Duque de Caxias: 3X0.

Apavorado e pensando no saldo, os adversários já ficavam com o short marron de cagaço. E começaram a enfiar o cacete nos jogadores do Flamengo, que foram ficando irritados com o juiz, que não marcava nada e também não dava cartões. Aos 10, numa falta cometida na entrada da área, nem Bruno nem Juan apareceram pra cobrar. Então, Léo Moura tomou pouca distância, correu pra bola e bateu com efeito, no cantinho do camisa 1, Borges: 4X0. Na comemoração, o moicano mandou a galera abrir espaço e foi até o banco, abraçar Cuca. Seria só gratidão ou estaria o camisa 2 deixando a Gávea? Estou até com medo de saber a resposta.

Como a goleada estava sacramentada e o jogo virtualmente ganho, Cuca resolver mexer um pouco no time pra botar uma galera que andava na inércia para jogar. Tirou Josiel, que perdeu muitas oportunidades, e colocou Paulo Sérgio, para dar mais velocidade aos ataques pelas pontas, que eram as principais armas do Mengo. Foi nesse exato momento que o time se transformou em campo.

Perdemos força ofensiva e os jogadores começaram a perder a cabeça e a atenção. Depois de sucessivas faltas recebidas, Íbson resolveu se vingar de Alan, do Duque de Caxias. O camisa 7 revidou uma pancada que o adversário tinha acabado de dar e recebeu o segundo amarelo. Um destempero que o fará ficar de fora da partida contra o Tigres, pela próxima rodada do Carioca.

Com um a mais em campo, os mulambos do Caxias arriscaram um pouco mais. Numa jogada babaca, Fábio Luciano derrubou o atacante Eduardo dentro da área. Pênalti, que o time da baixada usou pra diminuir o marcador: 4X1.

Paulo Sérgio, que acabara de entrar, também parecia estar surtado. O moleque deve estar sentindo mais do que qualquer um os efeitos da crise e dos estresses que tem acontecido no clube. Afinal, perdeu um gol ABSURDAMENTE feito e ainda deixou escapar, de bobeira, inúmeras bolas no meio-campo.

Numa delas, promoveu o contra-ataque que causou o segundo gol dos caras. Alan foi lançado pela direita, levou a bola com facilidade e sem marcação, cruzou rasteiro pra dentro da área. Edivaldo, o mesmo que tinha feito o primeiro, reduziu o saldo positivo do Fla para apenas 2 gols: 4X2.

No fim da partida, os jogadores nem pareciam estar felizes com a vitória. Na verdade, demonstravam alívio e muito estresse acumulado, razão de tantas entrevistas amargas e rancorosas. Como a de Bruno, que falava aos repórteres, quando foi zoado por alguns palhaços, que nem parecem flamenguistas. Com o salário atrasado e sem muita maturidade, o goleiro, que parecia tranquilo, mandou uma ameaça em rede nacional, dizendo que poderia sair na janela do meio do ano.



O resultado e os três pontos nos mantiveram na briga pelo título do segundo turno. No próximo sábado, vamos ao Maraca para pegar o Tigres, às 16h. Um jogo que poderá ser o último de Léo Moura com a camisa do Mengão, ao que tudo indica. Infelizmente, para nós. Felizmente pro cara, que vai receber em dia e ainda poderá ter o prazer e a honra de ser treinado pelo Zico, o nosso rei.

Tomara que eu esteja equivocado.

VAMO QUE VAMO, MENGÃO!

Gil

2 comentários:

Caio de Almeida disse...

O Bruno foi bem babaca nesta entrevista.

SRN

Raquel Santana disse...

Muito otário...